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Amazonia-1 é lançado com sucesso e satélite já está em órbita — Português  (Brasil)

O primeiro satélite 100% brasileiro já está em órbita. Ele foi lançado na madrugada deste domingo (28) na Índia, e é resultado de um investimento de centenas de milhões de reais. O Amazônia 1 chega ao espaço para ser o vigilante da floresta!

Foram 13 anos de trabalho e um investimento de R$ 380 milhões. O satélite ficou pronto em dezembro de 2020 e embarcou para a Índia, de onde foi lançado por uma empresa contratada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que construiu o Amazônia 1. O lançamento foi pago a parte: 26 milhões de dólares, o equivalente a R$ 140 milhões.

A Missão do Amazônia 1 e a de fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Os dados gerados serão úteis para atender, ainda, outras aplicações correlatas, tais como: monitoramento da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros.

Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre.

A Missão prevê três satélites de sensoriamento remoto: Amazônia 1, Amazonia-1B e Amazonia-2, estando o primeiro em fase final de desenvolvimento.

Além dos objetivos finalísticos associados ao provimento de dados para monitoramento do meio ambiente, a Missão tem um importante objetivo do ponto de vista tecnológico: a validação da Plataforma Multimissão PMM como sistema, que será utilizada pela primeira vez no satélite Amazônia 1.

Por fim, a Missão Amazônia irá consolidar o conhecimento do Brasil no desenvolvimento integral de uma missão espacial utilizando satélites estabilizados em 3 eixos, visto que os satélites de sensoriamento remoto anteriores foram desenvolvidos em cooperação internacional com outros países.

Essa competência global em engenharia de sistemas e em gerenciamento de projetos coloca o país em um novo patamar científico e tecnológico para missões espaciais. A partir do lançamento do satélite Amazônia 1 e da validação em voo da PMM, o Brasil terá dominado o ciclo de vida de fabricação de sistemas espaciais para satélites estabilizados em três eixos.

Isso significa autonomia para atuar em missões dessa categoria e capacitação para avançar para outros tipos de missão. Significa também a possibilidade de trabalhar em todas as etapas e em todos os subsistemas de uma missão dentro de parcerias nacionais.

Além disso, a disponibilidade de uma plataforma (PMM) qualificada em voo permitirá seu reuso em outras missões, nacionais ou em parceria internacional.

FONTE : INPE e G1 Notícias

Gabriel Devolio

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