Silvicultura, avanços nas tecnologias.

Silvicultura, avanços nas tecnologias.

A tecnologia 4.0 já é uma realidade na área agrícola, mas área florestal, especificamente nas operações de silvicultura, ainda caminha a passos lentos. No dia a dia do campo, já é comum utilizar máquinas agrícolas adaptadas às operações de preparo de solo ou coveamento, por exemplo. Porém, as iniciativas começam a aparecer.

De acordo com o engenheiro florestal e CEO da Malinovski, Ricardo Malinovski, ainda não é possível dizer que temos uma silvicultura 4.0. “Existem iniciativas de algumas empresas, que estão fabricando equipamentos autônomos, que já estão se comunicando, mas essas ainda são iniciativas incipientes. O ideal e sonho futuro é que tenhamos máquinas totalmente automatizadas e que se conversem, como já vemos algumas iniciativas na agricultura”.

A falta de mão obra faz com que as empresas busquem por inovação, utilizando drones e softwares específicos, reduzindo custos, melhorando a performance das máquinas e otimizando os processos. Um exemplo de solução é Assistente para Silvicultura de Precisão (ASP) da Treemap, que já vem sendo utilizado para o preparo de solo com escavadeiras utilizando o coveador Roder, bem como em cabeçotes de plantio com atividades conjugadas (preparo, plantio, adubação e irrigação).

O diretor da Treemap, Ataídes Marinheski, contou que já é possível avaliar o ganho de produtividade em áreas onde houve a preparação do solo com o sistema localizador, com o coveador e os locais onde a tecnologia não foi aplicada na atividade. “É possível identificar uma melhoria substancial em termos de uniformidade e rendimento da floresta”, esclareceu.

Grandes empresas também estão apresentando novos produtos. Em Três Lagoas (MS), foi lançada a primeira plantadeira automatizada de mudas de eucalipto, a D61 Planter da Komatsu Forest. “Um equipamento como esse elimina, além do tratorista, cinco pessoas que ficariam no plantio direto e também a primeira irrigação, que é realizada automaticamente pela máquina. Para a utilização do equipamento, o solo deve ser previamente preparado, por isto, a Komatsu lançou também a D-85 com direção totalmente automatizada, autocorreção, piloto automático com sistema Hexagon. A produtividade pode chegar a 1 a 1.2 hectares por hora enquanto a plantadeira rende de 0.6 a 0.7 hectares por hora”, detalhou o gerente da Komatsu Forest, Sandro Soares.

Para os profissionais do setor, a plantadeira possui uma tecnologia que veio para ficar, mas ainda vai demorar um pouco para ser absorvida pelas empresas. “O primeiro grande passo para a mecanização da silvicultura foi dado, mas muita coisa ainda será feita. Me recordo do momento em que começamos a trabalhar com os equipamentos de colheita em fase comercial. Passamos pelo mesmo processo: as máquinas eram caras, o projeto era complicado, mas o dia a dia mostrou a necessidade e a viabilidade da mecanização”, relembrou José Maria Mendes, diretor da Lacan Florestal.

Fonte: Canal Rural

Gabriella de Gregori

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.