Plantas GM como alternativa de controle aos pesticidas

Plantas GM como alternativa de controle aos pesticidas

Cientistas descobriram como modificar geneticamente a planta camelina para produzir precursores de feromônios que podem controlar pragas de insetos agrícolas sem o uso de pesticidas, afirmou Joan Conrow, da Cornell Alliance for Science, em um artigo publicado pelo Genetic Literacy Project (GLP).  

Conrow aponta que feromônios e outros semioquímicos estão entre a próxima geração de controles sustentáveis de insetos. Isso porque eles são capazes de proteger as plantações repelindo os insetos pragas das plantas, impedindo-os de acasalar ou manipulando seus comportamentos. Ele explica que essa abordagem protege o meio ambiente, ao mesmo tempo que elimina os problemas de resíduos de inseticidas nos alimentos e de insetos que desenvolvem resistência a pesticidas. 

Atualmente, os feromônios sexuais dos insetos são produzidos sinteticamente por um processo caro que usa petróleo ou óleos vegetais como matéria-prima para fornecer as cadeias de hidrocarbonetos. Além disso, grandes volumes de solventes também são necessários para criar compostos intermediários, resultando em subprodutos de resíduos químicos.  

“Ao começar com os precursores do óleo de semente geneticamente modificada, os pesquisadores são capazes de eliminar a maior parte das necessidades de solvente e cerca de 80% dos resíduos químicos. Usar a planta de camelina rica em óleo como uma “biofábrica” também encurta significativamente o processo e reduz o alto custo de produção de feromônios”, afirmou ele.

A pesquisa está sendo realizada pela ISCA, Inc. com sede em Riverside, Califórnia, em colaboração com a Universidade de Lund na Suécia.

“Controles eficazes de feromônios são extremamente necessários, especialmente agora que a agricultura global enfrenta o aumento da resistência a pragas que torna os inseticidas convencionais menos eficazes e aumenta a pressão de governos e consumidores que exigem uma produção de alimentos cada vez mais segura e verde”, concluiu.

Fonte: Genetic Literacy Project

Gabriella de Gregori

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