PARTICIPAÇÃO NO 16º CIRCUITO TECNOLÓGICO DO ALGODÃO

PARTICIPAÇÃO NO 16º CIRCUITO TECNOLÓGICO DO ALGODÃO

No dia 28/03/2019, o aluno petiano Sérgio Pereira participou do 16º Circuito Tecnológico do Algodão, realizado pela AMPASUL e demais apoiadores (BASF, IBA, Universidade Federal de Rondônia, SLC Agrícola), com palestra e demonstrativo no campo em uma trincheira com o tema “A Importância da Construção do Perfil do Solo e Suas Correções”, na Faz. Pantanal (Grupo SLC Agrícola, Chapadão do Sul/MS). Primeiramente foi comentado pelo técnico responsável da fazenda sobre o manejo de adubação da cultura do algodoeiro de tal talhão da propriedade. Na ocasião, utilizaram 110 pontos ha-1 de P (fonte Super Simples) e 120 ha-1 de K (fonte KCl) (ambos em pré-semeadura à lanço), 4 adubações de N (1ª aos 20 dias após emergência com sulfato de amônio, 2ª e 3ª com ureia, intervalo de 30 dias entre 2ª e 3ª, e a 4ª com sulfato de amônio aos 93 dias após emergência por conta das reboleiras de percevejo castanho, totalizando 195 pontos de N ha-1). Além disso, 30 kg ha-1 de B (10%), 100 kg ha-1 de S elementar (35-40 dias antes da semeadura), 1,5 t ha-1 de calcário superficialmente, semeadura realizada sem botinha, no disco.

Posteriormente, o Dr. Anderson Bergamin, professor adjunto da Universidade Federal de Rondônia, explanou sobre os sistemas de produção convencional e semeadura direta. O primeiro carrega a argila de cima para baixo, entupindo os poros e adensando. Tem a característica de compactação em camadas mais profundas. É importante a continuidade dos poros para crescimento das raízes. Já o segundo, segundo trabalhos, começa a fazer efeito (maiores produtividades) definitivamente após o 10º ano. O adensamento das camadas é mais superficial, abaixo da camada de MOS. Todavia, as raízes de soja por exemplo, vão atingir essas camadas na época das chuvas, em que a umidade é alta no solo e consequentemente, a resistência à penetração é menor e se desenvolvem bem. Na época de veranicos, estiagem, a raiz já está nas camadas mais profundas e devido ao menor adensamento em profundidade proporcionado pelo SSD, conseguirá se desenvolver normalmente. A camada de MOS não adensa.

Foi esclarecido que para incorporação de sementes miúdas, é preferível do ponto de vista conservacionista do solo (pulverizar menos a argila), a utilização de corretão, devendo dispensar o uso da grade niveladora. Questionado de como solos com saturação alta de alumínio (50, 53%) em SSD mas com ainda assim presença de raízes em profundidade, justificou de que as raízes crescem em canais de raízes de culturas passadas. Com a decomposição das raízes, libera C, aumenta MOS, o Al se liga às cargas negativas da MOS, tendo em volta desses espaços barreiras ao Al, onde elas crescem internamente. Em caso de compactação da área, é preferível práticas de rotação com culturas descompactadoras em comparação às práticas mecânicas. Todavia, se é necessário solucionar o problema “para ontem”, com resposta mais rápida, recomendou-se semear uma Urochloa brizantha cv. Piatã em janeiro, fevereiro (estruturar o solo) e subsolar ela maio (com umidade ainda no solo).

E como mensagem ficou de não manejar o sistema apenas com base em números de análises, mas sim considerar bastante o histórico da área, pois ele responde muito bem na produtividade.

O público presente foi composto por produtores agrícolas, consultores e profissionais do setor. Foi uma oportunidade ímpar de ter um aprofundamento nesse tema bastante importância e influência no setor de produção agrícola, além de possibilitar um maior contato com profissionais do mercado.

Sérgio Pereira

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