O AGRONEGÓCIO PRODUZ, ABASTECE E EXPORTA, MESMO EM TEMPOS DE CRISE!

Ao demandar pesquisas, inovações, tecnologias e serviços, numa perspectiva de mercados por vias internas e no atendimento às exportações, o agronegócio brasileiro produz, abastece e exporta gerando milhões de empregos, renda e bem-estar social no campo e nas cidades.

            Estima-se que o PIB brasileiro de2020, por consequência da pandemia que atinge o Brasil, seria da ordem de 0,02% ante de 2,1% projetado.
Essa virose é um campo complexo, dinâmico e desafiador para população, governos, instituições, a exigir medidas preventivas e protetivas na área de saúde pública, e mobilizando milhares de médicos, hospitais, postos de saúde, medicamentos, transportes essenciais, cientistas, pesquisadores, e requerendo adotar também os bons hábitos de higiene!
            Contudo, considerando-se os 5,073 milhões de estabelecimentos rurais brasileiros (Censo Agropecuário 2017), dos quais 607.448 abrigados em Minas Gerais, com suas exigências, singularidades econômicas, sociais e diferentes níveis de tecnologias adotadas, que são cenários onde os produtores e empresários rurais continuam laborando diuturnamente no agronegócio.
Assim, configura-se essa missão indispensável e estratégica para produzir e ofertar grãos, cereais, oleaginosas, energia limpa renovável, manutenção dos mananciais de água, carnes, leite, ovos, hortaliças, frutas e legumes aos milhões de toneladas anuais para abastecer os 210 milhões de brasileiros, sendo 85% urbanizados. Produção dispersa e Concentração do consumo!
            Esse é também um cenário relevante, num período de grave adversidade mundial, pois não se pode dispensar o acesso à água de qualidade e aos alimentos essenciais à vida humana, como também num elenco de outras condições básicas para superar dificuldades e preservando vidas. O Brasil produz em larga escala alimentos de origem animal e vegetal o ano inteiro por sua dimensão continental, vocações regionais e climas diversificados, o que implica em segurança alimentar acessível para sociedade!
            Não existem sinais de desabastecimento, embora se observe um movimento crescente para estocar alimentos em casa e produtos de limpeza. Contudo, ressalte-se também que Minas Gerais é um estratégico estado e produtor de alimentos em grande escala, sendo geograficamente bem posicionado no território brasileiro.
Além disso, o Brasil é o 3º maior produtor de alimentos do mundo, sem comprometer o abastecimento interno, a formação da cesta básica, e assegurando as exportações do agronegócio, com um superávit de US$ 1,06 trilhão entre 2004 e 2019. Ocupa atualmente os seguintes lugares no cenário internacional; 1ºs lugares na produção de laranja e suco; café, açúcar e soja. Os 2ºs lugares na produção de carne bovina e de frango; 3º lugar na produção de frutas e milho (MAPA); e obteve o 3º lugar na produção mundial de leite (Embrapa-2017).
            E mais, em 2019 nas exportações para mais de 160 países assegurava os 1ºs lugares nas carnes de frango e bovina; açúcar, soja, suco de laranja, café; e até de celulose para papel; e 2º lugar na exportação de milho. Segundo o 6º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento em março de 2020, a safra brasileira de grãos 2019/2020 é de 251,9 milhões de toneladas em 64,78 milhões de hectares cultivados ou apenas 7,61% do território brasileiro; um novo recorde desde 1970!
Comparando-se a safra brasileira de grãos de 1990 com a de 2019, houve um crescimento de 58,6 milhões de toneladas para 242,1 milhões, mais 315,9%, e previsão de 251,9 milhões de toneladas na safra 2019/2010, que exige ser colhida. Além disso, o consumo aparente de fertilizantes cresceu 1.075% entre 1990 e 2019; um dos insumos mais emblemáticos na agricultura!

            Assim posto, e caso o Brasil continuasse um grande importador de alimentos, como no início de década de 1970, poderiam se agravar em 2020, por hipótese, as consequências da presumível escalada da recessão, perda de renda per capita, aumentos nos preços da cesta básica, e a volta das filas intermináveis!
            A decisão de governo que restabelece as regras para transportes internos essenciais implica em saber e avaliar também que os alimentos in natura são cultivados em milhões de hectares anualmente, e as exportações do agro pesam na economia.
E mais, os produtos agropecuários são perecíveis; nem todos passam pela agroindustrialização, etapa importante, centenas são consumidos in natura, e os agropecuaristas não contam com uma estrutura física de armazenamento suficiente, em nível de fazendas, para estocar milhões de toneladas grãos, cereais e oleaginosas. E mais, carnes, bilhões de ovos da avicultura de postura; e milhões de toneladas de leite, frutas, hortaliças e legumes ofertados pelo campo para abastecer e exportar!
            Além disso, essa seria a lógica mínima a considerar em qualquer cenário analítico entre normalidade ou noutro a exigir um grande esforço concentrado, urgente, cooperativo e integrado entre os governos, sociedades, consumidores, e consequentes de poderosas condicionantes adversas, e que sejam superadas!  
            Faz-se necessário também adotar a prática da mobilidadeestratégica de milhares de prestadores de serviços, que passa pelo acesso aos produtos básicos disponíveis, e às tecnologias indispensáveis à sociedade nessa conjuntura desafiadora numa corrida contra o tempo e o corona vírus atuante nesse país continental; e que todos permaneçam atentos às orientações da classe médica, e dos governos!

Fonte: CIFlorestas

Eduarda Santana Soares

Bolsista PET AgroFlorestal CPCS e Discente de Agronomia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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