Milho pode ter vazio sanitário para controlar cigarrinha e enfezamento

Milho pode ter vazio sanitário para controlar cigarrinha e enfezamento

Com o aumento de casos de enfezamento nas lavouras de milho, é ligado um sinal de alerta.  A doença pode causar perdas de produtividade superiores a 90%, principalmente quando não é utilizado cultivares resistentes. Diante disso, agricultores, pesquisadores e entidades de Mato Grosso estudam medidas para conter a presença da praga responsável pela doença nas plantações, a cigarrinha.

Atualmente, a cigarrinha é considerada um dos insetos mais nocivos para a agricultura na América Latina. O inseto de cor branco-palha alimenta-se exclusivamente de milho e coloca ovos na epiderme, preferencialmente na nervura central de folhas do cartucho da planta. O ciclo da espécie está completo em 27 dias, mas a longevidade média chega a 45 dias. Por apresentar o hábito sugador, além de causar danos, pode transmitir patógenos para a planta.

 

 

De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a praga está presente nas lavouras do estado há aproximadamente três safras. “Porém, ela ainda não estava transmitindo o enfezamento, que é a doença que preocupa. Este ano, já vimos áreas contaminadas. O problema maior é que ela é uma doença silenciosa, o produtor só vai perceber quando já for tarde”, diz Lucer Beber, vice-presidente da entidade.

A entomologista Lucia Vivan faz algumas recomendações que podem ajudar a reduzir a população da cigarrinha nas lavouras: verificar as áreas de milho verão para saber se há presença da praga. Caso haja, o produtor precisa realizar o controle para que o inseto não se desloque para as lavouras da segunda safra. Além disso, áreas de braquiária também devem merecer atenção redobrada, segundo a cientista, porque as cigarrinhas podem sobreviver nessas plantas e depois retornar ao milho.

De acordo com produtores, eles citam que: “Em 2016, começamos uma batalha contra a cigarrinha do milho, que é vetor dos enfezamentos e molicutes no milho. Parei de plantar devido a esse problema, porque é muito grave. Baixamos, em pouco tempo, de 180 para 100 sacas por hectare, e aí fica inviável. Em alguns pivôs com materiais tolerantes, conseguimos 140 sacas. Mesmo assim, a gente não se anima a plantar milho”.

Para os agricultores, a solução para o problema seria a regulamentação nacional de um calendário de vazio sanitário para o milho. O pedido já foi encaminhado ao Ministério da Agricultura.

 

 

Fonte: Milho pode ter vazio sanitário para controlar cigarrinha e enfezamento (ampproject.org)

Mauro Seyji Zanelli Konai

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