Mancha branca do milho e os cuidados com a safra de segunda época.

Mancha branca do milho e os cuidados com a safra de segunda época.

 A Mancha branca do milho é uma das doenças foliares mais recorrentes na cultura, e também uma das mais prejudiciais, principalmente nas regiões de chapadões, podendo causar perdas de até 60% na produção de grãos em cultivares suscetíveis. Ela tem por agentes etiológicos a bactéria Pantoea ananatis e o fungo Phaeosphaeria maydis, que atuam associados, e são favorecidos por baixa temperatura noturna (14ºC) e umidade relativa (UR) acima de 70%. Entretanto, sua presença é registrada comumente no período de entressafra, proporcionando o ataque ao milho segunda época.

Os sintomas da doença se iniciam com a formação de lesões circulares, aquosas e verde-claras (anasarcas) nas pontas das folhas e seguem dispersas para a base. Posteriormente, as lesões adquirem formato elíptico de coloração palha, chegando à necrose. No geral, os sintomas progridem rapidamente no sentido do terço inferior ao ápice das plantas, e são observados com maior evidência após o pendoamento. Folhas com 10 a 20% de severidade da doença apresentam uma redução na taxa fotossintética líquida em torno de 40%.

Dentre os métodos de controle, o uso de variedades resistentes é a melhor estratégia para o manejo da doença, no viés de proporcionar viabilidade econômica e menor impacto ambiental (para a obtenção de genótipos ideais nos métodos de melhoramento, além de avaliar os caracteres vegetais, deve-se considerar a agressividade dos isolados a serem inoculados, e sua caracterização cultural, bioquímica e molecular).

Além do controle genético, o manejo adequado em relação à época de semeadura, adubação, tratamento de sementes, disponibilidade hídrica e adaptação ao ambiente, visando a sanidade vegetal, também pode aumentar a tolerância e diminuir a severidade dos ataques.

A rotação de cultura com espécies não suscetíveis é outro meio de controle, e pode ser empregada na quebra do ciclo da doença, evitando sua disseminação por meio de restos culturais.

Por fim, o uso de fungicidas no controle químico é bastante empregado, e apresenta bons resultados, contribuindo efetivamente para o controle dos patógenos. Todavia, o posicionamento adequado das moléculas em relação às doses, condições ideais de aplicação e indicações de uso é imprescindível para o sucesso do manejo.

 

Summa Phytopathol; Embrapa; Portal Syngenta.

Júlia Alcântara

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