Economia criativa dispara durante a pandemia e novos negócios abrem oportunidades para a indústria gráfica

Economia criativa dispara durante a pandemia e novos negócios abrem oportunidades para a indústria gráfica

Com o crescimento das micro e pequenas empresas de refeições, alimentos e bebidas artesanais, a embalagem se tornou protagonista e as etiquetas e rótulos ganharam destaque, promovendo inovações no setor.

O ano de 2020 tem sido marcado pela reinvenção e a economia criativa ganha força em vários segmentos, gerando oportunidades para a indústria gráfica. Com a pandemia da Covid-19, as pessoas passaram a realizar mais compras online, resultando em um grande crescimento do e-commerce. O isolamento social também ocasionou um aumento significativo de pedidos por delivery, principalmente de alimentos e bebidas. Consequentemente, houve um incremento na utilização de embalagens, tanto para os produtos como para as entregas, refletindo diretamente no segmento de rótulos e etiquetas.

De acordo com a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o setor de embalagens representa 50% do mercado gráfico, o editorial corresponde a 20% e o promocional, 10%. “O segmento de etiquetas e rótulos tem 5% de participação, mas deve alcançar rapidamente 10%, sendo expressivo o crescimento do consumo de papéis adesivos. Estamos otimistas para os próximos meses e acreditamos em uma retomada da indústria gráfica como um todo, a partir do início de 2021”, afirma o presidente da Abigraf, Levi Ceregato.

Economia criativa
Especialista em Inteligência de Mídia e Comportamento do Consumidor, Eliane El Badouy Cecchettini acredita que essa realidade é uma grande oportunidade para as gráficas planas. “A pandemia acelerou tendências que esperávamos, de uma maneira mais intensa, para o período de 5 a 10 anos. Vemos os empresários apostando no e-commerce para garantir vendas e a embalagem sendo a grande protagonista. É uma reconfiguração dos negócios, a fusão entre o físico e o digital, uma construção de novas formas de organizações econômicas e sociais muito mais inclusivas.”

Para Eliane, a economia criativa deve otimizar o crescimento do mercado brasileiro. “O Banco Mundial estima que esse setor responda por 7% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Trazendo isso para o universo da América Latina, movimenta em torno de US$ 174 bilhões, contribui para a geração de mais de 20 milhões de empregos. Não faltam cases que nos servem de inspiração nesse momento. As comidas e bebidas artesanais, por exemplo, demandam uma criatividade muito grande para rótulos específicos e diferenciados, abrindo um importante espaço para as gráficas”, declara a especialista.

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Renato Rafael, gerente regional de Produtos da Avery Dennison, líder global na fabricação de autoadesivos, destaca que as gráficas planas têm como diferencial a maior proximidade com o microempresário, permitindo um atendimento mais personalizado e eficiente. “Acreditamos que as gráficas planas podem ajudar as micro e pequenas empresas, pois muitas estão no momento de definir como será a identidade da sua marca e a rotulagem dos seus produtos. Por isso, é importante adotar o modelo de venda consultiva, oferecendo todo o suporte para atender as necessidades desse novo empreendedor.”

Pesquisa do setor gráfico
O perfil da indústria gráfica é bastante concentrado em micro e pequenas empresas. A região Sudeste reúne cerca de 50% dos negócios e quase 60% de toda mão-de-obra do setor. Uma pesquisa recente da Abigraf aponta que 40% das gráficas vendem pela internet, mostrando que a pandemia abriu uma área importantíssima de atuação, inclusive pelas redes sociais. O estudo ainda revela que 21% das gráficas passaram a atuar em outro segmento, durante a pandemia, e começaram a vender produtos não comercializados anteriormente, como embalagens, rótulos, etiquetas, sinalizações, comunicação visual e decoração.

Embalagens Personalizadas

Gabriel Devolio

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