Alternativas para conviver com a seca

Alternativas para conviver com a seca

As dificuldades de lida com a seca, em alguma regiões do Brasil, tornam extremamente complexas atividades como a pecuária. Diante disso, a equipe da Unidade Regional da Emater-MG de São Francisco, apresenta métodos a produtores e ministra treinamentos sobre técnicas agropecuárias no semiárido.

A realidade do norte de Minas Gerais é de seca prolongada, com até sete meses sem chuva, dificultando o pleno desenvolvimento de pastagens. Frederico Rodrigues Botelho, coordenador regional de Culturas da Emater-MG, salienta que este senário eleva o preço de alguns produtos (como o milho, usado na alimentação de bovinos durante a estiagem) e para contornar tais efeitos é imprescindível muito planejamento por parte de pecuaristas.

Macaxeira e seus diversos usos

Dentro das alternativas para este planejamento está o incentivo ao plantio e uso de outras partes não convencionais da macaxeira, o que é explicada por Frederico, “muita gente já plantava mandioca para fazer farinha e polvilho, porém, a parte aérea, manivas e folhas eram desperdiçadas. Agora a parte aérea da planta é transformada em feno e silagem, melhorando a nutrição animal”. Também retoma mostrando a realidade da região, “Muita gente já plantava mandioca para fazer farinha e polvilho, porém, a parte aérea, manivas e folhas eram desperdiçadas. Agora a parte aérea da planta é transformada em feno e silagem, melhorando a nutrição animal”.

Mesmo com a versatilidade da planta, coordenador de Regional de Pecuária da Emater-MG, Antônio Faria Salgado Júnior, esclarece a necessidade de outras fontes de forragem para completar o bom resultado no rebanho, com o uso de capiaçu, “A mandioca é rica em proteína, mas dá pouca quantidade de alimento. Então você planta o capiaçu, que não tem muita proteína, para dar volume. Aí você mistura um balaio de silagem de rama de mandioca e dois de silagem de capiaçu para ter uma oferta maior de ração”.

Palma forrageira também pode ajudar

A palma, um cacto usado como forragem, é adaptada a seca e pode produzir mais de 100 toneladas por hectare. Por apresentar pouca matéria seca, com 90% de água, deve ser usada com outras espécies ao compor a dieta dos animais. Para usufruir do benefícios, boas praticas agronômicas devem ser consideradas (como cuidados adequados com o solo e adoção de variedades resistentes), recomenda Frederico, “Assim as plantas vão encontrar um ambiente mais propício para o desenvolvimento de suas raízes. Quanto mais profundas as raízes forem, mais facilmente elas vão achar água e nutrientes, levando a planta suportar melhor as adversidades do clima”.

Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/mg–produtores-aprendem-tecnicas-de-convivencia-com-a-seca_465663.html

 

Matheus Campos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *